Inscrições Abertas!

•Outubro 20, 2008 • Deixe um comentário

Faça Ja a sua Inscrição. Vagas limitadas!

1º Informativo

•Outubro 11, 2008 • Deixe um comentário

Estudantes de Biologia do Nordeste.

Algumas informações sobre o andamento do curso.

Infra-estrutura.

Sobre o Assentamento El Dorado, toda a estrutura foi garantida pela UEFS que estará fazendo vários reparos no local para que não possamos ter nenhum imprevisto ou dificuldade. Conseguimos viabilizar um ônibus para levar os cursistas da UEFS para o local do curso. Será necessário trazer colchonetes, pratos, talheres, canecas e material de higiene pessoal (papel higiênico, pasta de dente, etc.). Quem tiver, trazer barracas, pois, o alojamento tem capacidade aproximada de 50 pessoas e estaremos construindo uma área de camping para as barracas.

Em reunião com a Administração, materiais de secretária estão garantidos, além de cadeiras e transporte de facilitadores. Também estamos em dialogo com órgãos públicos como o INCRA para conseguir alimentação, o que reduziria bastante os custos.

Lista de participantes.

Demos o informe de que o prazo das pré-inscrições seria até o dia 10 de outubro que já é amanhã, e só temos 24 inscritos, precisamos que todos façam a pré-inscrição, pois ela é imprescindível para redimensionarmos a estrutura e distribuir as vagas para as escolas que tiverem uma demanda maior.

Divulgação

Mandamos na sexta feira, 03 de outubro os cartazes para todas as escolas. O email do curso, para obter outras informações é: cfpbio@gmail.com

Endereço do blog: http://cfpbio.wordpress.com

Comissão Organizadora do II CFPBIO- NE

A Internacionalização do Mundo

•Setembro 13, 2008 • Deixe um comentário

A Internacionalização do Mundo

Cristovam Buarque

Durante debate em uma Universidade, nos Estados Unidos, fui questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para uma resposta minha.

De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Respondi que, como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, podia imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da Humanidade.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante o encontro em que recebi a pergunta, as Nações Unidas reuniam o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu disse que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o pais onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa.